Falar sozinho. Fazemos sem nem ao menos perceber. Sentimos necessidade de falar para esclarecer para nós mesmos o que estamos fazendo. Pensar não vai ser o suficiente. Se isso acontece com você, bem vindo ao clube, pois eu também falo sozinha. Claro que eu não sento na minha cama e fico conversando comigo mesma, contando como foi o meu dia. Apenas chego à conclusão que eu sou uma pessoa muitíssimo interessante e que vale a pena bater um papinho com alguém tão legal.
Para mostrar a você (e, principalmente, a mim mesma) o quanto falar sozinho pode ser normal ou não, tomei a liberdade de consultar Marina Cretton, phD em assuntos psicológicos, que nos explicará as três fases da auto-conversação:
Primeira fase: você fala consigo mesmo apenas para dar uma bronca, dica ou apenas se parabenizar por algo que deu certo.
- Isso, Marina, tá perfeito! (Eu falando para mim, ironicamente, é claro.)
Segunda fase: você faz uma pergunta para si mesmo esperando uma resposta.
- Marina, você pegou o caderno de matemática? (Eu falando para mim.)
Terceira fase: Você pergunta e responde a si mesma, e, para piorar, ainda faz um comentário para deixar você mesmo sem ter o que responder.
- Marina, isso está certo? (Eu perguntando para mim).
- Tá sim, por quê? (Eu respondendo para mim).
- Nada. Só quero dizer que se fosse eu, teria feito bem melhor. (Eu acabando com minha própria auto-estima).
As duas primeiras fases são mais comuns, mas, se por um acaso, você anda apresentando sinais da terceira fase, eu preciso lhe dizer que você deveria adotar um cachorro. Pelo menos ele é outro ser vivo para que você possa conversar.

"Eu acabando com minha própria auto-estima" kkkkkkkkkkk
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